Papo com Especialista

com Débora Masson

Conscientização dos Transtornos Mentais

Você sabe o que é transtorno mental? Você conhece alguém com transtorno mental? 

Transtorno mental é uma alteração do funcionamento da mente, que prejudica o desempenho da pessoa em diversos aspectos da sua vida, aspectos que afetarão a família, a vida social, ou a vida profissional,  essas alterações irão  afetar algumas dessas áreas, ou até mesmo todas as áreas da vida da pessoa em questão. Os transtornos mentais são condições de saúde que envolvem mudanças na emoção, no pensamento ou comportamento (ou uma combinação delas). 

As chances de você conhecer alguém com transtorno mental é bem grande, e não devemos nos envergonhar caso sejamos acometidos por tais transtornos mentais, pois é um problema médico como qualquer outa doença, como por exemplo doenças cardíacas ou diabetes.  

De acordo com o Manual MSD, cerca de 50% dos adultos tendem a sofrer com transtornos da mente em algum ponto da vida. E mesmo assim não falamos disso no dia a dia. 

Já segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1 milhão de pessoas em todo mundo sofre de algum tipo de transtorno mental, mesmo com esses números alarmantes é uma das áreas da saúde mais negligenciadas. Esse assunto é cercado de tabu, afinal de contas vivemos uma realidade hoje que prega o bem-estar e a felicidade como status ou reconhecimento. 

O estigma acerca do tema transtorno mental atrapalha o tratamento e pode agravar o caso, o estigma tem um significado de algo que é considerado ou definido como indigno, desonroso ou de má reputação. O julgamento e a falta de informação em relação as doenças mentais são obstáculos que impedem as pessoas de buscar ajuda postergando ou impedindo o tratamento, controle a até mesmo a cura das doenças psíquicas. 

A depressão por exemplo é um transtorno mental, e com certeza já ouvimos frases como “você precisa se animar” ou “isso é falta de Deus”. Os efeitos desse comportamento são devastadores, a cultura do preconceito acerca das doenças mentais colabora para adoecimento em vez da cura, do tratamento e prevenção das doenças mentais. 

Você sabe o que é psicofobia? É o preconceito contra as pessoas que apresentam transtornos/deficiências  mentais. Esse conjunto de ideias negativas acerca dos transtornos mentais limitam os pacientes a buscar ajuda profissional. Precisamos popularizar informações acerca dos transtornos mentais, a luta contra o preconceito é difícil, mas conscientizar as pessoas já é um grande avanço e fundamental para desmistificarmos o assunto e as visões errôneas.  

Procure ajuda de um profissional, para a prevenção e promoção da sua saúde mental, você não precisa passar pelo processo sozinho. 

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Autoestima Masculina

O assunto sobre auto estima masculina não é algo muito comentado no mundo masculino, não é mesmo?

Não vemos em uma roda de conversa, muito menos em uma mesinha de bar esse tópico sendo discutido. Como se para ser homem consequentemente tem que ser: macho, ser líder, ser pioneiro, não adoecer, não ter medo, entre outros atributos. Você sabia que os homens são maiores candidatos à depressão? A morte precoce? Esses dados são constatados em estatísticas reais. Vivemos em uma sociedade que prega a masculinidade como um padrão, que vem com a ideia de que o homem tem que ser forte, que conversar sobre autoestima, sobre seu sentimentos e emoções é frescura. Devemos sim nos questionar por que os homens não procuram ajuda médica, não falam sobre seus sentimentos e suas emoções. Somos criados para acreditar que existe uma formação de perspectiva única de que ser homem é ter um único padrão de comportamento.

Toda construção da masculinidade está fundamentada em pilares onde o homem precisa mostrar que ele é forte, heroico, que ele precisa ser bem sucedido com suas conquistas, conquista de títulos, carro, casa, vida amorosa, entre outros, que o homem não pode demonstrar fraqueza. Que demonstrar fraquezas diminui a masculinidade, toda vez que ele é confrontado sobre sua autoestima e suas fraquezas ele se defende. Suprimindo suas emoções, mascarando suas angustias tendo que manter uma aparência constante de dureza.
Hoje existe um termo Masculinidade Tóxica que antigamente não era nem ao menos abordado e denominado, você sabe o que significa? É um termo amplamente discutido atualmente, que se refere justamente ao que citamos acima, ou seja, que se refere às características estereotipadas normalmente atribuídas aos homens. Como se alguns comportamentos específicos fossem esperados dos homens.

E desde criança é imposto direta ou indiretamente a nós padrões de comportamentos esperados pela sociedade, somos condicionados a agir e pensar de uma determinada maneira. Com certeza você já ouviu frases como “homem não chora”, “homem tem que ser forte”, e com o passar dos anos essas afirmações se tornam um norte para nossas vidas, elas se tornam verdadeiras.

É imposto um padrão de anti-feminilidade, como se autoestima e outros temas fossem apenas do universo feminino, porem a autoestima esta diretamente atrelada com o nosso bem estar, de como reconhecemos nosso valor.

A autoestima está relacionada com a forma como nos percebemos, na nossa capacidade de valorizar ou não nossa identidade, ou seja, como nos avaliamos.

Esse sentimento é desenvolvido desde nossa infância, através das experiências que vamos criando com as pessoas e o mundo. Essas experiências vão determinar como iremos nos valorizar, de uma forma positiva ou negativa. A autoestima é o sentimento responsável por motivar as pessoas, fazer com que se sintam mais confiantes, ela possibilita que tenhamos consciência da nossa essência, e que através dessa consciência possamos desenvolver cada vez mais nossa autoestima.

Para desenvolvermos nossa autoestima, precisamos cuidar bem do corpo, da nossa imagem, tendo cuidado com a saúde, e com nosso bem estar. Não ser tão crítico consigo mesmo, devemos conhecer nossos defeitos, entretanto o mais importante ainda é descobrir nossas qualidades e apreciá-las. E quando conhecemos nossas qualidades começamos a nos valorizar mais. Fazer coisas que gostamos, cercar-se de pessoas positivas. O jeito como você se sente e pensa sobre si mesmo vai determinar o modo como vive sua vida. Manter uma aparência de dureza não ajudara, o auto cuidado salva vidas, e não é coisa somente do universo feminino, é preventivo para ambos os sexos. Quando não fazemos exames, não nos cuidamos isso traz muito prejuízo. Cuidar de si é cuidar da sua autoestima. Qual sua biografia masculina?

Caso precise de ajuda não hesite em procurar ajuda.

Débora Fernanda B Masson Toledo
Psicóloga

A Importância da Amizade

Amizade é a relação afetiva entre indivíduos, um sentimento de simpatia recíproca entre as pessoas, independente de um vínculo sexual ou de parentesco.

Vinícius de Morais em Soneto do amigo diz:

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano

O amigo: Um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica

Quando criança, a amizade tem um papel importante em nosso processo de desenvolvimento, por meio da socialização, somos apresentados ao mundo que existe além da nossa família e, desta forma, vamos aprendendo com o outro.

Na adolescência, a amizade faz parte do processo de desvinculação, do afastamento do nosso grupo familiar, do ato de cortar o cordão umbilical com a família. Da descoberta de quem se é, do processo de formação da nossa identidade, ou ao menos de quem não se quer ser, mesmo sem muita certeza de nada disso. O grupo de amigos se torna a família que escolhemos, dá a sensação de pertença e com eles se inicia o desenho da nossa identidade.

Os amigos contribuem para a construção da nossa própria identidade, das ideias e valores, estes são fundamentais na construção do nosso autoconceito, visto que a ideia que temos de nós próprios é construída pelo contínuo reflexo que os outros nos transmitem.

Portanto, a verdade é que a amizade está relacionada à confiança e ao carinho que se sente por uma pessoa. Se uma determinada pessoa consegue causar uma sensação boa em você e se você sente carinho e confiança por ela, com certeza poderá chamá-la de amigo.

No processo psicoterapêutico, a amizade pode ser compreendida como fator de proteção, uma rede e afeto no enfrentamento dos dissabores da vida, a mão estendia que nos ajuda a levantar, que nos acolhe ao cair, estudo comprovam que não ter amigos é tão prejudicial a saúde quanto fumar, ou consumir álcool em excesso, nós não nascemos para viver isolados, somos seres sociáveis, isto também não significa que teremos um milhão de amigos, afinal como o passar do tempo, com a maturidade acabamos sendo mais seletivos com quem iremos compartilhar nossos momentos. Somos seres em processo de evolução, de aprendizado, somos cíclicos, não somos seres prontos, estamos em processo de construção, e com o passar do tempo vamos estabelecendo novas amizades, bem como também cultivamos as antigas, e assim descobrimos que este processo de morte-vida-morte, onde coisas precisam morrer para que novas nasçam e outras revivam, vamos construindo nossa trajetória de vida, mas esta construção precisa ser prazerosa e saudável.

Está comprovado que a companhia frequente de amigos reduz bastante o risco de depressão, a ansiedade, os sintomas degenerativos das demências. As pessoas que estão rodeadas de amigos possuem hábitos mais saudáveis, preocupam-se mais consigo próprias, possuem uma autoestima mais elevada, melhor bem-estar e até melhor sistema imunitário. Não importa a quão longa seja sua busca pela amizade verdadeira, é importante não apressar os passos e continuar a busca. É importante rever nossos conceitos, nossos conceitos de relacionamentos voluntários, do que é amizade para você, de como são as amizades entre outros, isso permitirá estabelecermos um conceito próprio de relação de amizade, nos trará alegrias, e também desapontamentos, afinal as conexões são imperfeita, lembra não somos perfeito, não nascemos prontos estamos em constante construção.

“Amigos são a família que escolhemos", como já citado e como diz o ditado popular. E é isso mesmo: além da família, os amigos são as pessoas com quem vamos estabelecer vínculos mais significativos e duradouros durante a vida. E, em cada etapa dessa jornada, eles têm um papel importante para o nosso desenvolvimento psíquico e social. Cuide bem das suas escolhas, cuide bem de você.

Como manter o relacionamento saudável?

Relacionamento significa uma ligação afetiva, profissional ou de amizade entre pessoas que se unem com o mesmo objetivo. Isso envolve comunicação e atitudes recíprocas. É o ato de se relacionar, de estabelecer uma conexão com algo ou alguém.

Identificamos um relacionamento não saudável quando uma das partes não desenvolve os atributos necessários para uma boa convivência, desta forma, o relacionamento pode se tornar difícil. Perseguimos a felicidade a qualquer custo, imagine ter uma vida assim como a anunciada no final dos filmes? E foram felizes para sempre. Parece real? Essa fictícia felicidade pode causar um mal-estar dificultando a vivência de um relacionamento saudável, pois não serão somente dias de glória, mas a boa notícia é que o primeiro passo para qualquer mudança é identificar o problema, ou se perguntar se existe, pois, apenas quando sabemos que há algo errado é que conseguimos buscar ajuda.

E para se manter um relacionamento saudável não podemos contar somente com a sorte. Precisamos demandar de tempo, energia e amor para se ter um relacionamento longo e feliz. Manter um relacionamento conjugal é um exercício diário e nem sempre fácil. As relações precisam correr em via de mão dupla, para isso, ambos os envolvidos tem que estar disposto a se esforçar.

Precisamos reforçar que não existe fórmula mágica que defina ao certo um relacionamento saudável, positivo, pois cada indivíduo é único e carrega dentro de si valores diferentes e que são determinantes para o funcionamento daquela relação, contudo, em contrapartida, é possível estabelecer alguns características de um relacionamento não saudável: desrespeito, manipulação, controle, ciúmes em excesso entre outros, neste caso buscar auxílio de pessoas externas como família amigos inclusive de um psicólogo é importantíssimo.

O intuito deste texto é falar de relacionamento saudável, que é basicamente baseado no respeito, carinho, atenção, cumplicidade, confiança e autonomia, promovendo assim para os envolvidos bem-estar estimulado a capacidade de amar e ser amado. Como citado acima tudo isso não resulta em uma relação de contos de fadas, ou seja, não significa que uma boa relação não está sujeita a ter problemas. É natural que ocorra desentendimentos, mas estas situações costumam ser resolvidas com diálogo e muita compreensão, que são características resultantes de uma boa conexão entre o casal.

O grande aspecto que garante uma relação saudável não está ligado diretamente ao casal, e sim ao autoconhecimento. Ter plena consciência de quem você é, reconhecer suas virtudes, fragilidades e sentimentos é importante para conseguir se relacionar com outra pessoa. Não podemos querer que outro supra nossos vazios, que nos complete, não podemos responsabilizar o outro pela nossa felicidade, ou achar que o outro é responsável pela mesma, depositar nossa vida na mão do outro é colocar um fardo pesado e uma imensa responsabilidade que deveria ser nossa e não do outro. Não devemos terceirizar nossa felicidade.

É necessário respeitar a nós mesmo e ao outro, respeitar a individualidade do outro, reconhecer o outro pelo que ele é e não pelo que desejamos que ele seja, sermos verdadeiros conosco e com outro, nos responsabilizarmos pelas nossas emoções, desejos e sentimentos. Tirar esse fardo, essa responsabilidade do outro. Cabe a nós sermos responsáveis pelas nossas felicidades, pelo nosso autoconhecimento.

Devemos ouvir e ser ouvido, o diálogo faz com todos esses sentimentos sejam esclarecidos, e que nosso parceiro possa entender o que pensamos, para que ele consiga se colocar no seu lugar ser recíproco, e possa sentir empatia.
Cuide de si, busque o autoconhecimento, busque cuidar da sua saúde física, emocional e mental, seja saudável, sem amor não há relacionamento, comece com amor próprio, se admire tenha uma relação saudável com você. Compreender você e como você de se relaciona com o mundo ajudara a melhorar seu relacionamento.

Um relacionamento saudável traz à tona o melhor dos dois, traz crescimento, soma, por isso é importante buscar um relacionamento saudável, se você percebeu através da leitura que não está em um relacionamento saudável, o auxílio de um psicólogo pode bastante útil.

Como lidar com descobrimento de uma doença?

Todos nós estamos sujeitos a ter um problema de saúde em algum momento na nossa vida. Infelizmente esse é um fator que não podemos controlar.

E receber o diagnóstico de uma doença grave gera uma mistura de sentimentos, além de uma surpresa inesperada essa novidade pode ser tornar algo traumático para algumas pessoas. Isso vai depender das crenças dos valores, de fatores genético, fatores externos que cercam essa pessoa, que fazem parte da personalidade do indivíduo como um todo e, toda vez que um indivíduo recebe uma notícia desta dimensão, ele passa por um processo que pode desencadear uma mistura de sentimentos levando como stress, no meio desse turbilhão de sentimentos ele passa a avaliar as possibilidades e estratégias para enfrentar o evento, muitas vezes isso se torna um fardo pesado, podemos dizer que essa pessoa após ser submetida a um diagnostico seja câncer ou até mesmo o procedimento cirúrgico como o da ostomia, enfrentara várias modificações que ocorrerá não somente no seu dia a dia, mas em seu físico, no seu psicológico e isso refletira em seu estado emocional. Cada indivíduo possui sua singularidade, suas crenças e valores específicos, que irão determinar diferentes tomadas de enfrentamento.

Como este indivíduo ira lidar com essa nova questão, dependerá de um grupo de comportamentos, emoções, conscientes ou não, que o individuo ira manifestar diante da situação que lhe é apresentada, mesmo este individuo querendo ou não passar por isso, ele necessitará ressignificar as emoções referente aos estímulos que lhe causam sentimentos desagradáveis, surgirão muitos pensamentos negativos podendo gerar isolamento, tristeza, preocupação, medo, raiva, incompreensão, entre outros.

Após este momento, você tem duas opções: fingir que nada está acontecendo (fuga) ou enfrentar e seguir com acompanhamentos e exames complementares. Em qualquer uma das decisões o apoio de familiares e amigos é de suma importância.

Essas diferentes situações que acometem o indivíduo exigem diferentes formas de enfrentamento, esse processo é bem dinâmico e contínuo, muitas vezes ou na maioria das vezes o indivíduo necessitará de ajuda profissional para passar pelo processo, cada indivíduo na sua singularidade irá desenvolver técnicas para assim obter um equilíbrio emocional para seguir adiante.

Todas as respostas para esse enfrentamento dependerão da percepção do indivíduo da doença, dos sintomas, do tratamento e dos diversos fatores psicossociais que envolvem a pessoa. Mas sabemos que apoio psicológico fornece condições para se trabalhar com os recursos emocionais do paciente contribuindo de forma ativa e responsável neste processo, impactando assim na qualidade de vida e ajudando o paciente a enfrentar a doença.

Sendo assim, para administrar com equilíbrio essa nova fase, e conviver melhor com a nova realidade da melhor da melhor forma possível, além de contar com apoio dos familiares e amigos, procure ajuda profissional de um psicólogo para tratar abertamente dos seus sentimentos, angústias e tolerância consigo mesmo isso poderá fazer total diferença na aceitação e no tratamento da doença.

Como se livrar dos vícios para qualidade de vida

Qual significado de vício? Quando falamos em vício, a primeira coisa que vem à nossa cabeça é o álcool e as drogas. Porém, o que a gente esquece é que o vício não se limita somente a isso, mas a uma série de fatores que fazem desse problema algo muito mais profundo do que pensamos.
A origem da palavra vício vem do latim “vitium” e significa “falha ou defeito”. Para o dicionário Aurélio termo não técnico, a definição de vício é: tornar mal, pior, corrompido ou estragado; alterar para enganar; corromper-se, perverter-se, depravar-se. Já para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o termo técnico é uma doença física e psicoemocional.
A psicologia vai mais afundo neste âmbito, investigando não somente as consequências dos vícios, mas também as motivações, a origem e as características que levam um indivíduo a se tornar um dependente.
Como podemos caracterizar um vício?

O vício é um hábito repetitivo que degenera e traz prejuízos ao viciado e aos que o cercam, os que convivem com ele. O limite entre um hábito e um vício está nas consequências que este traz para vida da pessoa. Essa dependência faz com que o indivíduo foque de forma acentuada no prazer que o vicio traz, para psicologia o vício é um mecanismo de fuga emocional, onde este indivíduo foge de sua dor recorrendo de forma compulsiva ao seu vício.

Existe diversos fatores que levam uma pessoa desenvolver um vício, existem fatores genéticos e fatores externos, como desequilíbrio emocional, necessidade de ser aceito, baixa autoestima, insegurança, aspectos da infância, traumas entre outros. O descontrole e a falta de consciência fazem com que a pessoa seja levada pelo impulso do vício e pelo desejo de suprir esse vazio, fugir da dor psíquica. Levando o indivíduo a recorrer não necessariamente somente ao álcool ou as drogas, existem vários tipos de vícios que podem destruir a vida de alguém, como a internet, o sexo, a pornografia, o trabalho entra outros, tudo em excesso prejudica e faz mal à saúde mental. Todo o vício é corrosivo.

Como se livrar de um vício? Você aprende a controlar seus vícios quando aprende a lidar com suas emoções, com seus sentimentos, ao se conhecer poderão descobrir quais são os gatilhos que o leva a esse comportamento prejudicial, qual origem e o que o motiva para isso conte com ajuda de um profissional, seja o vício em álcool em drogas ou vício em internet e trabalho, existem maneiras de controlá-los. O caminho mais recomendado é a procura de um psicólogo ou psiquiatra. Esse profissional, além de investigar as origens do problema, também irá traçar técnicas para que a dependência emocional termine.

O vício, a compulsão anestesia a dor emocional, livrando o indivíduo rapidamente dessa sensação desagradável, tornando difícil assim se livrar do comportamento vicioso. Por este motivo necessitamos da ajuda de profissionais qualificados. Precisamos reconhecer o problema para assim darmos o primeiro passo para nos livrarmos do vício.

A importância do sono para Saúde Mental

O sono difere do estado de vigília e se caracteriza pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária. É um estado fisiológico complexo e um processo vital para nosso organismo.

Ter uma boa noite de sono é extremamente importante para saúde. Na verdade, é tão importante quanto uma alimentação saudável e exercícios.

É durante o sono que o nosso corpo descansa e trabalha para manter o equilíbrio do sistema imunológico, endócrino, neurológico e diversas outras funções. É através do sono que acontece a restauração e fortalecimento do nosso corpo. 

Hoje, com o avanço das pesquisas sobre o sono, já podemos entender a importância de dormir bem para a nossa saúde. Sabemos que precisamos de pelo menos 7 horas de sono diariamente e que dormir menos que isso poderá ser perigoso para a saúde. Quando não dormimos bem, alguns processos metabólicos podem ser alterados e afetar o equilíbrio e a harmonia do seu organismo.

Ao dormirmos mal ou não dormirmos de forma suficiente, sobrecarregamos todo nosso sistema, produzindo stress. O sono representa um dos principais alicerces do nosso corpo, ele é um fator fundamental para nosso equilíbrio interno.

Podemos perceber que uma boa noite de sono é muito importante, então o que podemos fazer para melhorar a qualidade do nosso sono?

Podemos observar os fatores que influenciam uma boa noite de sono entre estes estão: estabelecer uma rotina, regular nossos horários de dormir e acordar, dormir no mínimo 7 horas por dia e no máximo 10 horas. Proporcionar um ambiente confortável, evitar luzes acesas, muita luminosidade ou barulho, colchão e travesseiros adequados, temperatura.

Cuidar da alimentação, procurar evitar alimentos de difícil digestão, consumir alimentos de rápida digestão, consumir alimentos que promovem o relaxamento como chás de camomila e erva-cidreira, hidratar- se durante o dia.

Devemos prestar atenção do que nos alimentos, pois a nutrição vai além do ingerimos, nosso corpo e mente se nutre o tempo todo de estímulos, qual são os estímulos que estamos alimentados nossa mente?

Seu pensamento é seu lar. Estímulos relaxantes como ler, ouvir uma música calma, aromoterapia, essências relaxantes, pensamentos positivos, mentalizar a paz e o amor, deixar o bem invadir seu coração, positividade e gratidão são práticas que influenciaram de forma positiva na qualidade do sono.

E por último, cuidar no nosso templo, que é o nosso corpo, fazer atividade física, hoje contamos com atividades de relaxamento como ioga, alongamento, tomar um banho relaxante ajudará no processo.

Como vimos alterações no sono podem prejudicar nossa saúde física e mental, a higiene do sono é o primeiro item que precisa ser observado, pois quando tratamos de forma inadequada esse processo nos trará prejuízo. Para amenizarmos esse prejuízo e cuidarmos da nossa saúde física, mental e da nossa longevidade, devemos: aprender constantemente, alimentar com bons estímulos nossa mente e corpo, mudar nossos hábitos, para hábitos saudáveis e isso trará como consequência uma sensação bem-estar.

As perturbações no sono podem exacerbar sintomas e perturbações mentais, incluindo depressão e a ansiedade. Tratar da insônia, cuidar da qualidade do nosso sono, é algo importante e melhora a saúde psicológica, em termos práticos, melhorar o sono pode melhorar sua saúde mental.

Débora Fernanda B. Masson Toledo

Como lidar com a Ansiedade?

Temos diversas definições para o termo ansiedade nos dicionários não técnicos: aflição, angústia, perturbação do espírito, apreensão, tensão entre outros.

Pelo termo técnico: O Transtorno da ansiedade generalizada (TAG) é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, de acordo com a quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV). O seu CID é F41.1.

Levando em conta o aspecto técnico da ansiedade constatamos que ela é uma reação do mecanismo de sobrevivência e autoproteção da espécie humana, sentir medo e ansiedade além de ser normal é algo que faz parte da preservação da nossa espécie, no entanto, esse fenômeno dependendo da circunstância e intensidade pode ser prejudicial ao nosso funcionamento psíquico.

A ansiedade é um assunto de grande discussão devido ao aumento de sua incidência, segundo a Organização mundial da saúde (OMS), os transtornos de ansiedade são hoje as doenças mentais mais comuns, ultrapassando os casos de depressão.

O QUE É NORMAL E O QUE É PATOLÓGICO?

Como citado, a ansiedade é um sentimento comum ao ser humano, um sentimento normal, necessário para nossa evolução. Pode tornar-se prejudicial ao nosso bem estar psíquico quando se manifesta em situações inapropriadas de forma intensificada e desproporcional, ocasionando e trazendo prejuízos individuais sociais, afetivos e em diversos contextos da vida.

Todos nós somos ansiosos, em uma escala menor ou maior. Diferente da ansiedade normal, que sentimos na véspera de uma viagem ou de uma reunião importante, também existe a ansiedade patológica, esta por sua vez é um transtorno mental sério que dever ser diagnosticado e tratado.

O diagnóstico e tratamento incluem uma avaliação psiquiátrica e psicológica. Psicoterapia e medicamentos podem ajudar a aumentar a confiança e melhorar a capacidade de interagir com os outros. Somente um médico pode diagnosticar, indicar tratamento e receitar medicamento.

Existem três tipos de tratamento para os transtornos de ansiedade: medicamentos sempre com acompanhamento e receita médica, psicoterapia e a combinação dos dois.

Devemos ficar atentos, pois quando a ansiedade prejudica a vida e o convívio social do indivíduo, dizemos que ela se tornou patológica. Assim, surgem os transtornos de ansiedade, que necessitam de acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Por isso, a importância de um diagnóstico, para assim, tomarmos a decisão certa de como lidar com a ansiedade.

O tema é um assunto que merece atenção e cuidado, gosto muito de uma citação da conceituada psiquiatra Ana beatriz Barbosa Silva, onde ela diz: “Super-humanos não existem e nunca existirão, pois se um dia chegarmos a não sentir medo ou ansiedade, teremos deixado de ser humanos na mais fiel acepção da palavra.”

Para lidar com ansiedade devemos viver no presente, estar no presente, com nossa bagagem, com a maturidade adquirida no passado, e não estarmos com nossa mente no futuro, devemos sempre estarmos inteiros no presente, trazendo nossa mente para aqui e o agora, para que os níveis da nossa ansiedade sejam produtivos, na medida, nem de mais nem de menos, para que esse nível não venha nos castigar e tornar nosso dia a dia penoso.

Como Iniciar o Ano com Positividade

Positividade é uma prática ou tendência de ser otimista em suas atitudes, desenvolver o pensamento positivo é uma prática contínua, uma escolha que sempre temos que optar e exige treinamento diário.

O pensamento positivo e o otimismo são essenciais para saúde, bem-estar e longevidade, já os pensamentos negativos tendem a sabotar nossa saúde emocional, física e mental, por isso, devemos estar sempre atentos ao nosso estado de espírito, em especial, como lidamos com os obstáculos encontrados.

O cenário de pandemia que enfrentamos, alterou repentinamente a rotina de uma grande parte da população mundial, essas mudanças, em muitos casos, causaram medo, insegurança, solidão, isolamento entre outras preocupações, causando assim, uma tendência de focar os pensamentos negativos.

Mas, por mais difícil que seja, devemos nos manter firmes na escolha dos pensamentos que vamos cultivar, não podemos nos tornar reféns dessa negatividade que nos assola.

O pensamento positivo, pode nos ajudar a melhorar nossa saúde emocional física e mental, nossa autoconfiança, mas, para isso, requer um exercício constate em avaliarmos quais os tipos de pensamentos e sentimentos que estamos nutrindo dentro de nós.

Para isso, veja as principais dicas que vão te ajudar a manter a positividade:

  1. Saber o que faz você feliz: pense no que traz felicidade.

  2. Seja grato: liste no mínimo 5 coisas pelas quais você é grato, ou faça um potinho da gratidão e todos os dias agradeça por algo, isso pode mudar sua mentalidade.

  3. Procure um tempo para relaxar seu corpo: inclua diariamente o auto cuidado.

  4. Não se apegue aos pensamentos negativos.

  5. Tome cuidado e se ausente de notícias nos jornais ou internet que podem te causar ansiedade, stress ou insegurança.

  6. Faça atividade física.

  7. Cuidado com o que você lê ou assisti, as fakes news sempre atrapalham! Garanta que a informação seja de alguma fonte segura.

  8. Ouça um podcast inspirador, leia um livro, você pode dar motivação a sua mente.

  9. Defina uma rotina.

  10. Pergunte a si mesmo: Como posso fazer deste dia um dia incrível?

Perceber que estamos no controle, faz total diferença para escolhermos que tipo de atitude devemos tomar. Lembre-se, devemos nos esforçar para escolher coisas agradáveis, boas e que mantenha nosso pensamento positivo, assim, teremos uma visão otimista da vida e das coisas.

A Importância da Psicologia na Saúde Mental

Para discutirmos o tema acima precisamos esclarecer qual o papel do psicólogo e o que é saúde mental. A psicologia é o estudo do comportamento e das funções mentais do indivíduo, portanto, o psicólogo atua no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças mentais, de personalidade ou distúrbios emocionais.

Este profissional da área da saúde estuda o comportamento humano por meio da análise de suas ideias, valores e emoções. Ele procura identificar padrões de comportamento através da observação e interação com o indivíduo, auxiliando assim, a se compreender, o psicólogo é o mediador para que esse indivíduo passe por esse processo de autodescoberta.

A Saúde Mental, segundo a organização Mundial da Saúde (OMS), é um estado de bem estar no qual o indivíduo exprime as suas capacidades, enfrenta os estressores normais da vida, trabalha produtivamente e de modo frutífero, e contribui para sua comunidade (WHO 2001).

Desta forma, para compreender melhor essa prática e o papel do psicólogo na sociedade, devemos quebrar o pensamento errôneo de que um indivíduo só deva procurar um psicólogo quando em estado dito de “loucura”, pois, o papel do psicólogo na sociedade é justamente o da promoção e prevenção da saúde mental.

Portando, cuidar do bem estar emocional da saúde mental é tão importante como cuidar da saúde física, precisamos estar bem emocionalmente para assim, vivermos em harmonia conosco e com as pessoas em nossa volta.

Atualmente nos deparamos com diversos agentes estressores, que nos causam ansiedade, depressão, fobias entre outros e isto ocorre muitas vezes, pelo nosso modo de vida contemporâneo, por nosso contexto socioeconômico entre outros fatores, ocasionado assim, o aparecimento de doenças emocionais e distúrbios do comportamento. Sendo cada vez mais perceptível a necessidade de inserção do psicólogo na sociedade.

Não apenas nosso corpo precisa estar saudável, mas a mente também, somos uma máquina complexa e precisamos estar perfeitamente ajustados, essa máquina é composta por um conjunto: físico, mente, emoções e espírito, este conjunto, precisa estar alinhado. Quando esse conjunto está em equilíbrio temos uma melhor qualidade de vida e, consequentemente, nos sentimos bem.

Para termos o equilíbrio ente nossas emoções e ações, precisamos cuidar da nossa saúde mental, pois um indivíduo adoecido emocionalmente não terá sempre atitudes saudáveis e vice-versa, pois existe uma correlação muito próxima do que sentimos e agimos. Nesse contexto, a promoção da saúde mental é essencial para que o indivíduo tenha capacidade de executar suas habilidades tanto pessoais como profissionais em sua totalidade. Entender a real importância da estabilidade mental e sua intensa relação com o bem estar é fundamental para esse processo.

Todas vez que passamos por um processo que desencadeia stress, que irá modificar nossa vida, levamos um tempo para nos recuperarmos e tomarmos uma atitude de enfrentamento perante a situação, como este indivíduo ira lidar com essa nova questão, é um grupo de comportamentos, conscientes ou não, que o individuo ira manifestar diante de uma situação que ele não deseja passar, ou que ele deseja mudar, assim ele necessita ressignificar as  emoções referente aos estímulos que lhe causam esse stress.

Por isso, é de extrema importância promovermos essa discussão, para a prevenção e promoção da sua saúde mental, você não precisa passar pelo processo sozinho (a).

Conte conosco!

Inclusão Social

Hoje muito se fala da inclusão social, mas este termo se originou do processo contrário que é o da exclusão social. Que se caracteriza pelo afastamento ou exclusão de determinados grupos, uma forma específica de desigualdade, diz respeito a forma pela qual um indivíduo ou um grupo de indivíduos acaba sendo separado do convívio do restante da sociedade. Trata-se de um processo pelo qual este indivíduo ou grupo socialmente excluído não tenha acesso a certos direitos, informação que são essenciais para seu pleno desenvolvimento. No contexto histórico vemos muitas vezes esse conceito atrelado ao capitalismo, sendo atribuído a exclusão a uma falha na organização social. Podemos citar diversa formas de exclusão entre elas cultural e étnica, econômica, etária, sexual, de gênero, patológica e comportamental.

Estas condições de preconceito e afastamento da vida social pode afetar alguns aspectos da vida das pessoas que vivem em exclusão social, acarretando outros problemas como o isolamento social e até problemas psicológicos, como a depressão.

Já a inclusão social, é o conjunto de medidas direcionadas aos indivíduos ou grupos de indivíduos excluídos do meio social. Os objetivos dessas ações são possibilitar que todos os indivíduos tenham oportunidades e participações igualitárias, é oferecer oportunidades iguais de acesso a bens e serviços a todos. A importância da inclusão social é a de combater a segregação social e viabilizar a democratização.

Para nos sentirmos incluídos temos que entender por que nos sentimos excluídos. Devemos cuidar da nossa saúde mental, das nossas emoções.

O ostomizados com você, é um espaço para, divulgarmos, trocarmos informações, pois somos levados a agir de acordo com nossas necessidades, físicas e emocionas, quando nos deparamos com a ostomia, precisamos levar em conta a mudança de um hábito que eram comum ser modificado, causando assim diversas dúvidas, sensações e emoções. A informação e o esclarecimento neste momento são de suma importância e, por isso, este espaço foi criado, para levarmos informação para que você se sinta o mais incluso possível neste

processo. Quanto mais informação e experiência compartilharmos sobre a ostomia, quanto mais troca de experiências dividirmos podemos então construir mais conhecimento e através deste cada vez mais nos distanciarmos da exclusão e nos aproximarmos da inclusão. Se sentir incluso é um processo cheio de sentimentos e emoções, de altos e baixos e a resposta para isso está na sua bagagem, nas suas crenças e valores.

Você tem cuidado da sua saúde mental?

Saiba que a forma como você se sente influenciará diretamente em seu processo de inclusão. Nos acompanhe mensalmente! Traremos um tema novo para discutirmos e somarmos conhecimentos.

Débora Fernanda B. Masson Toledo - Psicóloga