Papo com Especialista

com Dra. Cristina Diestel

Fibras na Dieta e Intestino

Ao pensarmos num intestino saudável ou até no que possui alguma doença/ complicação, é comum imediatamente cogitarmos sobre o manejo de fibras na alimentação. E, de fato, a presença de fibras é um indicador muito importante da qualidade da dieta de um indivíduo saudável, especialmente se estas são provenientes de uma boa variedade de alimentos!

Porém, para o intestino, as fibras não são todas iguais, existem dois grandes grupos de fibras que possuem ações diferentes:

  • Fibras solúveis: são as fibras que fermentam e podem formar géis em nosso intestino! São capazes de aumentar a saciedade e são essenciais para uma boa microbiota intestinal. Além disso, as fibras solúveis são utilizadas pela microbiota para produzir substâncias protetoras para o coração e para sua saúde metabólica! Estas fibras são encontradas principalmente nas leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha) em cereais integrais (aveia, centeio, pães integrais) sementes (chia, linhaça), soja, etc.
  • Fibras Insolúveis: são as fibras pouco fermentáveis e são responsáveis pelo aumento do bolo fecal, o que gera um estímulo importante para o intestino funcionar. Estas fibras são mais encontradas em alimentos como: alface, couve manteiga, (alimentos folhosos em geral) cascas e bagaços de frutas, farelo de trigo, cereais integrais, etc.

Na dieta habitual, a recomendação de consumo é de 25-35g/dia de fibra, sendo aproximadamente 75% de fibras insolúveis e 25% de fibras solúveis e uma ingestão variada de alimentos vegetais garante um bom aporte de fibras e pode atingir essas quantidades!

Contudo, é importante saber que quando falamos sobre doenças intestinais, o manejo das fibras é importante para controle dos sintomas e qualidade de vida! Como geralmente isso é feito?

Quando se tem diarreia, se recomenda uma redução nas fibras insolúveis e aportar mais fibras solúveis. Por outro lado, ao tratarmos de constipação, deve-se aumentar o consumo de fibras totais e, especialmente, insolúveis. Toda ingestão de fibras deve ser acompanhada de alta ingestão de líquidos – 30 a 35 ml/kg/dia.

Idealmente, este manejo deve ser feito sob supervisão de um nutricionista! Restrições alimentares auto impostas não são bem-vindas!

Consulte seu médico e nutricionista!

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Ostomias e Festas de Final de Ano

Chegam as festas de final de ano e os encontros em volta da mesa são constantes! Sua condição não vai te impedir de comemorar eventos especiais, mas é necessário ter uma atenção maior, todos queremos comer algo diferente e especial nesses momentos, mas também queremos ficar bem, sem surpresas desagradáveis!

Os pacientes com colostomia não possuem restrições maiores e toleram a maior parte dos alimentos e preparações festivas! Mas, os pacientes com ileostomia precisam ter cuidado com duas questões principais, aumento do débito e perda de líquidos e eletrólitos e obstruções.

Pacientes ileostomizados precisam evitar excesso de gorduras, mastigar bem os alimentos e cuidar, especialmente com: aipo, pipoca, milho, frutas secas, castanhas e sementes, saladas verdes, ervilhas, cascas de frutas, café, energéticos, álcool, sucos de fruta integrais concentrados e refrigerantes. Desses alimentos, destacamos as frutas, frutos secos, saladas, castanhas e sementes que são muito comuns em momentos de festividades! Então, de preferência, tente evitar receitas que os contenham como: arroz à grega, farofas com uvas passas e grãos, salpicão ou fricassê de frango. É essencial dizer que você sempre pode retirar certos ingredientes das receitas e sempre, em qualquer refeição, mastigar bem! Para cuidar com a ingestão de gordura, sempre que possível asse no forno ou use a Air Fryer. Evite frituras!

Além disso, a ingestão de líquidos é muito importante! É necessária uma ingestão de água adequada e um consumo moderado de bebidas alcoólicas, café, mate e energéticos que tem ação estimulante dos movimentos intestinais.

Para finalizar, deixo aqui com vocês duas receitinhas amigáveis para vocês que possuem ostomias e podem ser uma alternativa no momento de festas! 

Um excelente final de ano a todos!

Gases e Colostomia

Uma das principais queixas dos pacientes colostomizados é a incidência de gases, causando distensão abdominal, bolsa inflada e odores indesejáveis. Além disso, o medo de que outras pessoas possam sentir os cheiros é algo muito comum, mesmo que hoje estejam disponíveis bolsas que retêm os gases - com camadas anti-odor. Assim, os odores só serão percebidos na hora de trocar ou esvaziar a bolsa!

Mas afinal, o que causa os gases?

Os gases são derivados da fermentação bacteriana presente no intestino grosso que utiliza das fibras ou de nutrientes que não foram completamente digeridos. Existem alimentos que são mais fermentáveis que outros e, por isso, em determinadas pessoas alguns alimentos são potencialmente desconfortáveis! É importante que nós saibamos que gases são naturais e se estamos com uma microbiota equilibrada em conjunto com uma ingestão alimentar diversificada, a flatulência não deveria ser um problema!

Se você sofre com os gases, temos algumas dicas práticas que podem te auxiliar:

  • Suplementação com enzimas: A alfa galactosidase é uma enzima capaz de digerir alguns compostos fermentáveis como a rafinose! A enzima poderá proporcionar melhor digestibilidade após as refeições e ajudar no controle dos gases. Existem outras enzimas que podem ser usadas também!
  • Remolho: um dos grupos alimentares que mais se destaca pelo potencial fermentativo são as leguminosas: ervilha, feijão, lentilha, grão de bico, etc. Estes alimentos possuem compostos fermentáveis que são hidrossolúveis, ou seja, se solubilizam em água. Então, deixar esses grãos de molho antes da cocção é essencial para diminuir a flatulência! A melhor forma para fazer o remolho é deixar de um dia para o outro trocando a água de 4h em 4h horas! Mas deixar pelo menos 8 horas já faz uma boa diferença!
  • Manejo dos alimentos fermentáveis: os alimentos que são muito fermentáveis devem ser evitados em momentos em que a flatulência muito forte, mas estes alimentos não devem ser excluídos da alimentação para sempre, afinal, muitos deles possuem muitos nutrientes importantes! Então, tente reduzir em certas situações e depois, faça ingestão em quantidades moderadas e sem muitas combinações (ex. desses alimentos: alho, cebola, brócolis, repolho, feijões, lentilha, couve flor, peixe).
  • Estilo de vida: existem alguns hábitos que devem ser evitados para evitar excesso de gases como mascar chiclete, fumar, mastigar de boca aberta e consumir bebidas gaseificadas.

Dra. Cristina Fajardo Diestel - Nutricionista

Receitas para o Natal

Ingredientes

Recheio:

  • 500 g de Frango
  • ½ litro de água
  • ½ xícara de passata/polpa de tomates
  • 02 colheres de sopa de azeite
  • 01 dente de alho amassado
  • 01 cebola pequena picada
  • 03 tomates sem pele
  • Sal e pimenta a gosto

Massa:

  • 250 ml de leite semidesnatado (com ou sem lactose)
  • ¾ de xícara de azeite
  • 2 ovos
  • 1 e ½ xícara de farinha de trigo
  • 01 colher de sopa de fermento em pó
  • Sal a gosto
  • Queijo ralado a gosto

Modo de Preparo

Recheio: Refogue a cebola, o tomate e o alho no azeite. Adicione o frango. Acrescente o molho de tomate e mexa bem. Acrescente a água, o sal e a pimenta a gosto. Cozinhe na pressão por 15 minutos. Desligue o fogo, deixe descansar por 10 minutos e retire a pressão. Abra a panela e retire o caldo. Feche a panela ainda quente e chacoalhe bem a panela de um lado para outro, segurando no cabo e na outra extremidade. Ao abrir a panela, o frango estará todo desfiado - se não estiver, é só finalizar com um garfo!

Massa: Bata o leite, o azeite e ovos no liquidificador em velocidade baixa. Acrescente aos poucos a farinha, o sal e o fermento. Despeje metade da massa em uma forma untada e adicione o recheio. Coloque o resto da massa por cima e polvilhe queijo ralado em cima! Leve ao forno pré aquecido a 180 graus até dourar.

Ingredientes

  • 250 gr de batatas inglesas (02unidades médias)
  • 250 gr de couve flor (1/2 unidade média)
  • 1 lata de creme de leite ou creme de leite de soja
  • 200 gr de queijo mussarela ou meia cura ou provolone (depende de sua preferência)

Modo de Preparo

Descasque as batatas, corte-as em rodelas e cozinhe no vapor com sal até ficarem macias. Adicione a couve flor e retire quando estiverem macias também! Coloque em um recipiente untado. Cubra com creme de leite e distribua o queijo por cima. Leve ao forno, até o queijo derreter e gratinar um pouco! Se quiser, polvilhar um pouco de parmesão fica ótimo.

Ingredientes

  • 3 xícaras de chá de arroz cozido (com canela em pó e açúcar a gosto)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata ou 1 caixinha de creme de leite (com ou sem lactose)
  • 2 xícaras de chá de leite desnatado (com ou sem lactose)
  • 200ml de leite de coco
  • coco ralado a gosto
  • baunilha ou açafrão em ó a gosto (opcional)
  • açúcar cristal para finalizar

Modo de Preparo

Em uma panela, aqueça o leite de coco e acrescente o açafrão (opcional). Misture bem. Acrescente o creme de leite, o leite condensado, o leite e o coco ralado e mexa até engrossar. Adicione metade do creme em uma travessa, coloque o arroz e cubra com o restante do creme. Polvilhe o açúcar cristal e leve ao forno até dourar (aproximadamente 20 minutos).

Ingredientes

  • 1 lata de leite condensado (com ou sem lactose)
  • ½ copo de leite semidesnatado (com ou sem lactose)
  • 1 colher de essência de baunilha
  • 20 fatias de pão amanhecido
  • 3 ovos bem batidos
  • meia colher de sopa de açúcar para polvilhar
  • 1 colher de canela ( chá) para polvilhar 

Modo de Preparo

Forre uma assadeira com papel manteiga. Misture o leite condensado com o leite e a essência de baunilha. Passe os pedaços de pão nessa mistura e depois nos ovos. Escorra e coloque para assar. Leve ao forno, quando dourar por cima, virar as fatias! Polvilhe açúcar com canela e sirva!

Alimentação em Pacientes com Colostomia

A colostomia é uma exteriorização (abertura) do cólon (intestino grosso), pela parede abdominal, formando um novo trajeto e uma abertura para a saída das fezes. A consistência das fezes da colostomia pode variar bastante, desde mole no cólon direito até sólidas (normais) no cólon esquerdo ou sigmoide.

A recomendação nutricional para a maioria dos pacientes é de uma dieta saudável, como sempre falamos aqui no blog e, não são necessárias restrições alimentares maiores. A maior queixa dos pacientes com colostomia são os gases e especialmente a retenção dos mesmo na bolsa, que podem causar inchaço e descolamento e que geram desconforto.

Dessa forma, recomenda-se evitar os alimentos mais produtores de gases, sempre respeitando uma tolerância individual: pepino, pimentão, couve, couve-flor, couve de Bruxelas, brócolis, repolho, grãos de leguminosas, batata doce, melão, melancia, excesso de alho e cebola.

Dependendo do local do estoma, os pacientes estão sujeitos a diarreia e a constipação (intestino preso) e, nesses casos, faremos o manejo habitual. Na diarreia, sempre evitando cascas, sementes e bagaços ou seja, fibra insolúvel e aumentando os alimentos mais constipantes ricos em fibras solúveis. E na constipação aumentando a quantidade de fibras em geral e especialmente os alimentos ricos em fibras insolúveis. Ambas as situações exigem um aumento da ingestão de água e no caso da diarreia, pode exigir a reposição com soro caseiro ou soluções de rehidratação oral.

Se você tem gostado dos nossos conteúdos, convide um amigo para acompanhar o blog. Já adianto para você que mês que vem falaremos mais das fibras solúveis e insolúveis e vocês vão conseguir entender melhor o manejo dos alimentos da diarreia e na constipação.

Um beijão da Nutri!

Existe algum cuidado alimentar específico?

A urostomia é a exteriorização dos condutos urinários na parede abdominal permitindo a eliminação da urina constante por gotejamento, portanto, é necessário o uso de uma bolsa coletora.

O conduto ileal é o tipo mais comum de urostomia e isso significa que foi necessário remover a bexiga devido à doença ou lesão. Nessa cirurgia, é removido uma porção pequena do intestino delgado, onde a parte distal é fechada por grampeamento, os dois ureteres que transportam a urina dos rins são conectados nesta porção do intestino e a parte proximal exteriorizada através da parede do abdome originando o estoma, conhecido como urostomia.

Pacientes com urostomia precisam beber bastante líquido (em torno de 35-40ml/kg/dia) pois possuem mais risco de infecções urinárias. Além disso, recomenda-se a ingestão diária de frutas ricas em vitamina C (ex. frutas cítricas, acerola, kiwi, goiaba) que tem possuem efeito protetor devido a acidificação da urina. Em caso de infecção urinária de repetição podem ser prescritos o cranberry em cápsulas e D-manose que possuem uma ação anti-adesão de bactérias no urotélio, mas sempre a critério do médico ou nutricionista.

Adicionalmente, recomenda-se evitar excesso de bebidas como café, chá preto, bebidas à base de cola, chocolate e bebidas alcoólicas que são diuréticas e irritantes de bexiga e vias urinárias. Alguns pacientes também podem queixar-se de mal-estar ao ingerir pimenta ou alimentos muito picantes, mas, nesse caso, é importante a auto-observação.

Nutricionista Cristina Fajardo Diestel

Alimentação nas Festas Juninas e Julinas

As festas juninas são festas populares que acontecem durante o mês de junho e que, eventualmente se prolongam pelo mês de julho, por isso “julinas”, também. Essa comemoração é comum em todas as regiões do Brasil, especialmente no Nordeste, e foi trazida para o Brasil por influência dos portugueses no século XVI. Inicialmente, as festas possuíam uma conotação estritamente religiosa e era realizada em homenagem a santos como São João Batista (24 de junho), Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro (29 de junho), conotação essa que se perdeu em parte, uma vez que, atualmente, é vista por muitos mais como uma festividade mais popular do que religiosa.

Elementos comuns nessas festas são as roupas de caipira, a dança da quadrilha, a fogueira, o “casamento na roça” e as comidas típicas (que podem variar ligeiramente, de acordo com a região do Brasil).

A comida é uma grande característica da festa e quase todos brasileiros adoram comidas de festas juninas e julinas que tem como base dois ingredientes principais, o milho e o amendoim.

O amendoim torado, doce ou salgado pode ser ingerido puro, usado para decoração de pratos e para confecção da paçoca ou do pé de moleque. O milho é um ingrediente tão delicioso quanto coringa. É praticamente impossível pensar em algum prato de festa junina que não leve o alimento em sua receita. A partir do milho, podemos fazer pamonha, pipoca, canjica, milho cozido, bolo de fubá, bolo de milho, polenta, curau, cuscuz, suco e até uma cachacinha.

Outros alimentos muito encontrados são: o coco que pode estar nas cocadas, tapioca, maria-mole e nos famosos quindins; o aipim usado para bolo e de onde é produzida a goma da tapioca e, no sul do país, o pinhão, semente da araucária que pode ser ingerido puro, cozido, assado ou usado em receitas doces e salgadas.

Quando vamos a uma festa, gostamos de comer essas comidas típicas e não há mal nisso, desde que seja algo pontual. Não podemos, também, comer alimentos doces e gordurosos de forma frequente por dois meses (junho e julho). Além disso, existe um ponto muito importante para os portadores de ileostomia, que não devem ingerir amendoim, oleoginosas, pipoca e milho inteiro, pelo risco de obstrução.

Espero que esteja todo mundo curtindo as festas juninas e julinas!

Alimentação em Pacientes com Ileostomia

A Ileostomia é uma exteriorização (abertura) do íleo (parte final do intestino delgado), pela parede abdominal, formando um novo trajeto e uma abertura para a saída das fezes. A confecção de uma ileostomia é de indicação médica e é uma opção que salva vidas e melhora a qualidade de vida dos pacientes que sofrem de diferentes doenças intestinais. Os pacientes que possuem ileostomia precisam de alguns cuidados importantes na sua alimentação.

As fezes da ileostomia, em geral, são líquidas/semi-líquidas com odor fracamente ácido e amareladas. A quantidade normal de água nas fezes em pacientes sem estoma e sem ressecção intestinal é de 150 a 200ml. As fezes de pacientes com ileostomia após adaptação intestinal (em média 6-8 semanas após a cirurgia de confecção do estoma) possuem, em média, 500-700ml, sendo maiores em pacientes que além da ileostomia, ressecaram parte do intestino delgado. Dessa forma, percebe-se que a perda de líquidos e, também, eletrólitos como sódio e potássio é maior nessas pessoas e precisa ser ajustado de forma individual. Caso exista um débito muito alto (>1000-1500ml/dia), são recomendadas reposições com soluções de reidratação oral.

O transito intestinal de pessoas ileostomizadas é, em geral, mais rápido e eventualmente, observa-se resíduos alimentares inteiros nas fezes. Devido a saída do estoma ser estreito, outro cuidado importante é com o possível risco de obstrução. Dessa forma, costuma-se orientar a mastigação adequada e evitar cascas, verduras folhosas, milho, frutas secas, nozes/castanhas e oleoginosas em geral e pipoca.

Nas primeiras semanas após a confecção do estoma, é comum a orientação para o uso de uma dieta mais constipante, para auxiliar na redução do débito e na adaptação. Nesse momento, devido a restrição da dieta pode ser necessário um suplemento multivitamínico e mineral e maior atenção deve ser dada a perda e líquidos e eletrólitos e a necessidade de reposição. É importante evitar cafeína e as bebidas alcoólicas que estimulam a peristalse e as secreções intestinais.

Após a adaptação, recomenda-se introduzir outros alimentos, maior variedades de legumes, frutas e verduras cozidas (bem cozidas, mastigadas e/ou batidas). Em geral, evita-se grãos de leguminosas, verduras e legumes crus e frutas com casca, mas isso deve ser sempre individualizado. A lactose pode ser consumida, se tolerada, mas deve-se usar produtos desnatados, com menor teor de gordura, assim como sempre evitar alimentos muitos gordurosos e frituras que aceleram o trânsito intestinal.

Ficou em dúvida, precisa de orientação mais especializada e individualizada, o ideal é consultar um nutricionista!

Tipos de Chocolate

O cacau (Theobroma cacao) é um fruto originário da América do Sul e da América Central, popular pela sua rica concentração de compostos fenólicos, seu sabor e por ser matéria prima do chocolate. O consumo de cacau em uma dieta balanceada tem efeito antioxidante, antiaterosclerótico, previne dislipidemias e pode ter influência contra o envelhecimento da pele. O chocolate também estimula a produção da feniletilamina no corpo, substância que causa sensação de extremo bem-estar quando ingerida, pois é precursora da serotonina, neurotransmissor conhecido como “substância química do bem estar”.

Sendo um fruto versátil, o cacau pode ser inserido na alimentação, facilmente, na forma de cacau em pó, polpa de cacau, chocolates com um percentual elevado de cacau, entre outras opções. Mas, enfim como escolher o produto para consumo?

Chocolate branco: O chocolate branco se chama chocolate mas de chocolate – massa de cacau – mesmo não tem nada. É apenas manteiga de cacau, leite, leite em pó, açúcar, emulsificante, aromatizantes, etc. Portanto, tem muito mais açúcar e gordura em sua composição e não acrescenta nenhum beneficio à saúde.

Chocolate ao leite: o chocolate é considerado ao leite quando seu percentual de massa de cacau varia entre 25% e 40%, o resto é manteiga de cacau, açúcar, leite, leite em pó, emulsificantes, etc Provavelmente é o mais consumido pois agrada em cheio os paladares da maioria mais acostumada com coisas doces.

Chocolate amargo: contém massa de cacau que varia de 50% a 100%, manteiga de cacau e açúcar. Quanto maior o teor de cacau, mais amargo, menos manteiga de cacau e menos açúcar ele terá, ou seja, será mais puro, nutritivo e rico em fitoquímicos.

Então, seguem as dicas quando forem comprar:

  • Quanto mais cacau melhor (ideal 70%). Assim garantimos que tem boa concentração de cacau e sobra até 30% para outros ingredientes. O cacau tem que ser sempre o primeiro ingrediente da lista! Quanto menor a porcentagem de cacau, maior a porcentagem de outros ingredientes desnecessários ou ruins (gordura, leite, açúcar, aromatizantes etc.).
  • Cuidado com a lista de ingredientes: um chocolate para ser chocolate só precisa de duas coisas: cacau e manteiga de cacau. Evite aqueles com com gorduras advindas de outras fontes como “gordura vegetal”, “gordura láctea” ou “gordura hidrogenada”.
  • Açúcar: evite o açúcar como primeiro ingrediente! Na lista de ingredientes, os componentes estão listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro está presente em maior quantidade no alimento. Dessa forma, opte por opções compostas essencialmente por cacau e cuja lista de ingredientes inicie com “cacau”, “massa de cacau”, “pasta de cacau” ou ainda “cacau em pó”.
  • Adoçantes – se escolher chocolates com adoçantes, prefira os que possuem adoçantes naturais como estévia, taumatina e xylitol. E fuja dos que tiverem adoçantes artificiais (ciclamato, sacarina, aspartame, acessulfame, etc). Mas, não se esqueça, se você tem diarreia ou ostomia com debito mais elevado e fezes mais moles, tome muito cuidado com todos os produtos que tem Xylitol, Maltitol, Eritritol pois eles podem piorar o quadro!

Gostou das dicas?

Feliz Páscoa a todos! Grande beijo

Alimentação x Intestino

Você sabia que o intestino é considerado o nosso segundo cérebro? Pois é, ele tem mais neurônios que a espinha dorsal e age independentemente do sistema nervoso central. Esse cérebro "independente" em nossas entranhas e sua complexa comunidade microbiana influenciam no nosso bem-estar geral.

A função do intestino hoje é reconhecidamente muito maior do que o processamento dos alimentos que comemos. Aproximadamente 70% da imunidade do nosso corpo se encontra no intestino e a para seu adequado funcionamento é importante a manutenção de uma barreira intestinal e de uma microbiota saudável.

Hoje, sabemos que a composição da microbiota influencia a saúde e o surgimento e mesmo o controle e o tratamento de inúmeras doenças como, por exemplo: doenças inflamatórias intestinais, câncer, depressão, doenças neurodegenerativas, obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças hepáticas, imunológicas, entre outras.

As dicas alimentares e de estilo de vida de hoje são para manutenção de um intestino e microbiota saudáveis:

  • Consuma alimentos ricos em fibras: legumes, verduras e frutas e varie as cores, procurando comer pratos coloridos sempre que possível
  • Beba bastante água: calcule sua necessidade individualmente 30ml para kg de peso corporal
  • Evite bebidas alcoólicas, um consumo social e eventual é aceitável
  • Evite alimentos ricos em açúcares, especialmente o branco e alimentos com xarope de glicose, maltodextrina e açúcar invertido. Mesmo açúcar demerara, mel, açúcar mascavo e açúcar de coco devem ser consumidos em pequena quantidade. A ideia é se acostumar com o sabor original dos alimentos. No caso dos adoçantes, os melhores são estévia, taumatina e xylitol (cuidado com esse pois pode dar gases e diarreia)
  • Evite alimentos ultraprocessados e industrializados (leia os rótulos, lembre que nos produtos a lista ingredientes aparece do ingredientes com quantidades do maior ao menor, evite os produtos que possuem espessantes, conservantes, emulsificantes e afins)
  • Evite o consumo excessivo de carnes vermelhas (ideal máximo 400g/semana), gorduras saturadas (banha, manteiga, gorduras das carnes/pele de aves) e frituras
    - tenha cuidado no preparo dos alimentos evite aqueles muito torrados ou tostados com crostas escuras
  • Evite o consumo excessivo de sal

Vamos juntos? Melhorar a saúde através do intestino! Beijão da Nutri

A Importância da Alimentação Saudável

Ter uma alimentação saudável e equilibrada é muito importante para todos mas, especialmente, para aquelas pessoas que tem problemas intestinais.

A alimentação é algo bastante instintivo, não é? Comemos quando temos fome, quando temos vontade, por prazer, quando estamos tristes, felizes ou angustiados, em diversos eventos sociais... Porém, a pergunta que sempre faço: nós cuidamos da qualidade do que comemos? Nem sempre... E, já dizia Hipócrates há mais de 2400 anos atrás: faça do alimento o seu remédio.

Fazendo uma analogia, quando compramos um carro, um bem material, fazemos esforço juntamos dinheiro e, então, sempre temos a preocupação com a qualidade do combustível que colocamos nele, isso porque pretendemos manter carro bem cuidado e, normalmente ficamos com ele por alguns anos. Porém, grande parte das pessoas parece desconsiderar esse tipo de cuidado quando se trata da si mesmo e coloca para “dentro”, ingere, coloca muitos “combustíveis” (alimentos) ruins. E nosso corpo, nossa saúde é, sem dúvida, nosso maior bem antes de tudo.

Com uma alimentação saudável você previne e trata doenças, você rende melhor nos estudos, no trabalho (melhora de produtividade), fica mais bonito, isso vale para pele, cabelo ou mesmo para a manutenção do peso adequado e garante uma boa qualidade de vida.

E, quando vamos pensar no que realmente é bom para comermos podemos pensar que naqueles alimentos que são ingeridos há muito, muito tempo, como os alimentos naturais! Assim, para pensarmos inicialmente na qualidade da nossa alimentação, podemos focar em alguns pontos principais:

  • Comer alimentos naturais – os nutricionistas vivem falando descasque mais e desembale menos. Evite os industrializados, aqueles que tem uma lista enorme de ingredientes, que são ultraprocessados e que normalmente são cheios de aditivos, conservantes estabilizantes e afins. Ninguém ficará livre de todos os industrializados nos dias de hoje, mas a ideia é ler os rótulos, escolher aqueles mais limpos, com menos ingredientes e aditivos. Lembrando que as listas de ingredientes nos rótulos são sempre daqueles que tem quantidade maior.
  • Beba água – nosso corpo é composto de 50-60% de água.
  • Coma quando sentir fome - algumas pessoas com problemas gastrointestinais precisarão comer em quantidade menor e várias vezes ao dia, porém, estando a alimentação equilibrada e adequada ela pode ser ingerida em 2-3 refeições diárias, obedecendo a fome como comando.

O importante é começar a mudar alguns hábitos. Vamos? Lembrem-se o ótimo é inimigo do bom, o importante é você começar!

Grande beijo!