Estilo de Vida

com Thaís Matos

“BORA SER FELIZ”

Aqui é um espaço para vivenciar as experiências de quem tem a estomia como companheira de vida.

Vamos falar sobre saúde, esportes, moda, beleza, direitos e muitas outras dicas para aproveitar a vida com muito mais qualidade.

E aí, estão prontos trocar experiências?

Vem com a gente nessa jornada....

Looks x Estomia

Boraa falar sobre os Looks de uma Mulher Estomizada?!!

Eu recebo muitos directs com diversaaas dúvidas sobre quais looks usar com a bolsinha de estomia..

Quis trazer no vídeo de hoje duas opções:
Uma delas é a “POLÊMICA DA CALÇA JEANS SKINNY”. Sim: ainda há muitas mulheres com receio de colocar um Jeans “certinho no corpo” pra jogo com medo de “marcar muito a bolsinha”.

Eu dei algumas dicas nesse vídeo que eu aprendi ao longo do tempo TESTANDO vários modelos de calças até encontrar um que se adequasse à mim, pois no início eu també tive dificuldades em usar.

A outra opção de look que eu trouxe foi sobre as “SAIAS LÁPIS”, que, antes da bolsinha eu sempre ameeeei usar principalmente nos “LOOKS DO CULTO”, já que na igreja a qual sou membro, durante os cultos, só é permitido usar saias..

Me recordo de no pós-operatório da cirurgia da ileostomia definitiva eu CHORAR MUITO diante da Estomaterapeuta do hospital desesperada porque eu achava que “NUNCA MAIS IRIA CONSEGUIR USAR MINHAS SAIAS”.

Parece bobeira, né?! Mas só quem passa por essa sensação consegue entender.. Não são nada fáceis as fases de aceitação e adaptação (eu sempre repito isso)..

Depois de um tempo e adaptada eu fui praticando e me permiti tentar E DEU CERTO!

Como vocês podem contemplar no vídeo, eu consigo usar tanto a calça jeans skinny quanto minha tão querida saia lápis..

Não importa o que os outros pensem, COLOCA SEU LOOK PREFERIDO PRA JOGO E QUE SE SINTA CONFORTÁVEEEEL COM A BOLSINHA E BORAAA SER FELIZ!!!

Conheça minhas redes sociais

8 de Março - Dia da Mulher

Eiii, Mulher, não se “esconda” atrás da bolsinha de estomia!!

Infelizmente, ainda há algumas mulheres que não conseguem aceitar ou se adaptar com a bolsinha e sentem-se inferiores a outras mulheres.

O fatos de sermos estomizadas não nos diminui, não nos torna “menos mulher”.

É necessário levantarmos a nossa autoestima TODOS OS DIAS, praticando o AUTOCUIDADO, olhando no espelho e AFIRMANDO EM VOZ ALTA PARA NÓS MESMAS: “VOCÊ É INCRÍVEEEL! OLHA TUDO QUE VOCÊ JÁ ENFRENTOU E CHEGOU ATÉ AQUI! VOCÊ É ÚNICA, ESPECIAL, TEM VALOR E É LINDAAAA POR DENTRO E POR FORA EXATAMENTE DO JEITINHO QUE VOCÊ É!!”...

Não aceite menos do que você merece, Mulher!! VOCÊ PODE TUDOOO O QUE QUISER!!

A bolsinha não te impede de estar nos lugares que gosta, de vestir o Look que você se sente bem e confortável!!

NESSE DIA DA MULHER, ACREDITE MAIS EM VOCÊ E NA BELEZA ÚNICA QUE VOCÊ CARREGA!!

AME-SE MAIS, VALORIZE-SE MAIS!!

BORAAA SER FELIZ!!!

Ciclismo como estilo de Vida

A estomia me fez redescobrir a sensação INCRÍVEL de subir numa bicicleta e pedalar por aí…

Devido à gravidade da Doença de Cronh, no MEU caso, e por ela estar ativa na região perianal, eu não conseguia pedalar. Foram CERCA DE QUINZE ANOS sem conseguir sentar numa bike, pois doía demaaais e isso muito me entristecia..

Quando eu tive que me submeter à cirurgia da ileostomia DEFINITIVA, eu pensei: “Pronto! Agora já era! Serei ainda mais limitada! Pedalar, então, nem pensar!! A bolsinha vai me atrapalhar!!!...”

Contudo, felizmente, eu estava completamente enganada, pois, após 15 anos, ja recuperada da cirurgia, e liberada pelos médicos para praticar atividades físicas com a minha “bolsinha” de ileostomia, eu me dirigi até uma loja de Bikes, escolhi uma e fiz um “test drive”..

FOI INDESCRITÍVEEEEL A SENSAÇÃO DE PODER PEDALAR NOVAMENTE DEPOIS DE 15 ANOS SEM SUBIR NUMA BIKE E PERCEBER QUE A BOLSINHA NÃO ATRAPALHOU EM NADA, PELO CONTRÁRIO, FOI GRAÇAS A ELA QUE PUDE VOLTAR A PEDALAR!!!

A primeira vez que pedalei com a bolsinha foi em setembro/2020 e, desde então, não parei mais.. Claro, respeitando o MEU tempo e os MEUS limites..

Atualmente, por recomendação médica, eu uso uma cinta abdominal durante os pedais e sigo admirando a paisagem e o contato com a natureza que os pedais proporcionam, e, de quebra, melhoro a saúde mental…

PERMITA-SE VIVER ALGO NOVO COM A SUA “BOLSINHA”, claro, sempre de acordo com o SEU caso e autorização do seu médico..

BORAAA PEDALAR?? BORA SER FELIIIZ!!!

Ciclismo como estilo de Vida

A estomia me fez redescobrir a sensação INCRÍVEL de subir numa bicicleta e pedalar por aí…

Devido à gravidade da Doença de Cronh, no MEU caso, e por ela estar ativa na região perianal, eu não conseguia pedalar. Foram CERCA DE QUINZE ANOS sem conseguir sentar numa bike, pois doía demaaais e isso muito me entristecia..

Quando eu tive que me submeter à cirurgia da ileostomia DEFINITIVA, eu pensei: “Pronto! Agora já era! Serei ainda mais limitada! Pedalar, então, nem pensar!! A bolsinha vai me atrapalhar!!!...”

Contudo, felizmente, eu estava completamente enganada, pois, após 15 anos, ja recuperada da cirurgia, e liberada pelos médicos para praticar atividades físicas com a minha “bolsinha” de ileostomia, eu me dirigi até uma loja de Bikes, escolhi uma e fiz um “test drive”..

FOI INDESCRITÍVEEEEL A SENSAÇÃO DE PODER PEDALAR NOVAMENTE DEPOIS DE 15 ANOS SEM SUBIR NUMA BIKE E PERCEBER QUE A BOLSINHA NÃO ATRAPALHOU EM NADA, PELO CONTRÁRIO, FOI GRAÇAS A ELA QUE PUDE VOLTAR A PEDALAR!!!

A primeira vez que pedalei com a bolsinha foi em setembro/2020 e, desde então, não parei mais.. Claro, respeitando o MEU tempo e os MEUS limites..

Atualmente, por recomendação médica, eu uso uma cinta abdominal durante os pedais e sigo admirando a paisagem e o contato com a natureza que os pedais proporcionam, e, de quebra, melhoro a saúde mental…

PERMITA-SE VIVER ALGO NOVO COM A SUA “BOLSINHA”, claro, sempre de acordo com o SEU caso e autorização do seu médico..

BORAAA PEDALAR?? BORA SER FELIIIZ!!!

Como meu Esposo lida com a minha Estomia

Hoje meu esposo, com quem sou casada desde 16 de Maio de 2015, compartilhou aqui no Blog OC como é conviver com uma pessoa estomizada.

Pelo fato de eu ser ileostomizada definitivamente desde fevereiro de 2020, nós temos a experiência do casamento ANTES e DEPOIS da estomia...

E eu sempre recebo perguntas no meu perfil do instagram (onde compartilho o dia-a-dia de uma mulher estomizada que trabalha, cuida da casa, é Influencer, vai à igreja, se diverte, que faz o tratamento da Doença de Crohn e etc…) de como foi para o meu marido lidar com a notícia de que eu seria estomizada definitiva.

“MUDOU ALGO?!”; “E NA HORA H?!”;
Graças a Deus, eu sou feliz em tê-lo ao meu lado, pois, apesar de ser tudo muito novo para ele, ele esteve presente no pós-operatório, ficando de acompanhante comigo no hospital, me dando banho, ajudando nos curativos, segurando a minha mão quando eu pensava em desistir.

Minha família no geral, sempre me apoiou, e, acima de tudo, eu tenho um Deus que não me desampara NUNCA!!

É super importante falar sobre relacionamentos, principalmente, em CASAL, porque é a pessoa que está ali 24 horas convivendo com você, sendo testemunha de suas dores, fraquezas, medos e, claro, dos momentos de felicidade também. Infelizmente, a realidade de algumas pessoas quando se tornam estomizadas, é de que seus companheiros romperam o relacionamento.

Nós estamos juntos desde JUNHO/2012, e, quando nos conhecemos, ele já sabia que eu era portadora da Doença de Crohn e eu sempre conversei sobre os sintomas, tratamentos e que já havia sido ileostomizada em 2010-2011.

Fica a dica: A COMUNICAÇÃO É TUDO EM QUALQUER RELACIONAMENTO!

Converse sobre a estomia e tenho certeza que o apoio de quem realmente te ama será uma realidade na sua vida também, assim como é na minha!

BORAA SER FELIIIZ!!!

Meu Primeiro Contato com a Estomia

Aos 14 anos, fui diagnosticada com a Doença de Crohn em janeiro de 2007, faltando apenas 5 meses para minha tão sonhada noite de debutante. Altamente desnutrida, ainda sem o tratamento correto para o Crohn, em julho/2007, minha família fez uma festa surpresa de 15 Anos para mim, no salão da nossa igreja, e me colocaram um vestido de Debutante!

foto 4 thais matos ostomizados com voce

Meus amigos que acompanhavam de perto o nosso sofrimento com os sintomas de uma doença ainda desconhecida se emocionaram demais naquela noite.

Pois bem, em dezembro/2009, eu concluí o Ensino Médio e, logo em fevereiro de 2010, iniciei a Faculdade de Direito, localizada na minha cidade.

No dia 06 de agosto de 2010, eu tinha uma colonoscopia com dilatação de balão para tentar solucionar uma estenose (estreitamento) importante na parte do íleo terminal do meu intestino.

Entretanto, durante o exame, o meu intestino foi perfurado e eu fui submetida a uma CIRURGIA DE EMERGÊNCIA. Me lembro como se fosse hoje, era uma sexta-feira, e quando o exame terminou já era quase 17 horas. Minha cirurgia começou por volta das 20h e durou cerca de seis horas. Quando “acordei” cerca de dois dias depois, ainda atordoada devido à anestesia geral, eu percebi que estava usando uma “bolsinha”.

O proctologista cirurgião responsável pela minha cirurgia me explicou que ao me abordar observou que meu intestino estava quase necrosando tamanha a extensão e nível de inflamação da doença. Na ocasião, foi retirado metade do meu intestino grosso e 20 cm do íleo terminal.

Diante disso, eu estava com uma “bolsinha” de ILEOSTOMIA TEMPORÁRIA. Eu tinha acabado de completar meus 18 anos, no segundo período da Faculdade de Direito, cheia de expectativas e sonhos. Aquela internação durou cerca de 15 dias e eu só tive alta quando aprendi a realizar a troca da bolsa sozinha.

Chegando em casa, na minha cidade, no interior do RJ, que fica a cerca de 300 km de distância do Hospital onde fiz o exame e a cirurgia, no qual faço tratamento até o dia de hoje, localizado na capital, as pessoas eram muito curiosas sobre a “bolsinha” ... Naquela época, não tinha informações como temos hoje sobre materiais e adjuvantes para auxiliar nossa vida de Estomizados.

O que mais escutava das pessoas: “Se eu fosse você me trancaria no quarto e não sairia mais”; “tadinha, tão nova e com essa bolsinha de intestino para fora!”; “nossa, a vida dela acabou!!”

Na verdade, o que aconteceu FOI O CONTRÁRIO, pois eu sempre tive, antes de tuuudo, muita fé em Deus e sabia que Ele tinha um PROPÓSITO para minha vida naquela situação. Cerca de um mês e meio após a cirurgia, eu retornei às aulas da faculdade.

Em outubro/2010, eu INICIEI O ESTÁGIO VOLUNTÁRIO NA DEFENSORIA PÚBLICA da minha cidade. Eu ia para o estágio de ônibus ao meio-dia, saía às 17:30, pegava outro ônibus ou carona e ia direto para Faculdade. SÓ CHEGAVA EM CASA ÀS 22:30, DE SEGUNDA A SEXTA!!!

Aos fins de semana eu saía com meus amigos e era bastante ativa na minha igreja.
Ou seja:

A BOLSINHA DE ILEOSTOMIA NÃO FOI MOTIVO PARA ME PARAR, COMO AS PESSOAS FALAVAM, AO CONTRÁRIO, ELA ME DEU QUALIDADE DE VIDA E TROUXE MUITOS ENSINAMENTOS SOBRE A VIDA PARA MIM E MINHA FAMÍLIA.

Após exatos 5 meses e 11 dias, no dia 17 de janeiro de 2011, eu FIZ A CIRURGIA DE RECONSTRUÇÃO DO TRÂNSITO INTESTINAL E RETIREI A BOLSINHA.

Passados 10 anos da reversão, me tornei Ileostomizada DEFINITIVA, e, agora, em outra fase da minha vida: Casada, Advogada e com mais experiências, que espero ainda compartilhar muitas delas aqui com vocês.

BORAAAA SER FELIIIZ!!!!

***Abaixo tem algumas fotos de quando estava internada alguns dias após a cirurgia, bem como, eu na consulta de revisão da cirurgia, ja adaptada com a bolsinha***

foto 3 thais matos ostomizados com voce foto 1 thais matos ostomizados com voce

Minha Biografia

Oi, eu sou a Thaís Matos! Nascida e criada em Santo Antônio de Pádua, região Noroeste Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, tenho 29 anos, sou casada, advogada e trabalho com publicidade no Instagram, onde eu também compartilho o meu dia a dia.

Primeiramente, gostaria de dizer o quão feliz e grata estou pela oportunidade de fazer parte deste time INCRÍVEL da ConvaTec e poder compartilhar aqui no Blog OSTOMIZADOS COM VOCÊ pouquinho da minha trajetória.

Pois bem, costumo dizer que eu sempre fui uma criança ativa e com muita energia, sempre muito “tagarela” (Opss! Acho que até hoje, né!!?...)

Entretanto, por volta dos meus 13 anos, tive que parar minhas aulas de natação (eu ia pedalando, nadava e voltava para casa pedalando e não era pertinho, 2x por semana) e tive que sair do grupo de coreografia da minha igreja, pois não aguentava de tantas dores nas articulações. 

De repente, eu fiquei altamente desnutrida e cheguei a pesar 30kg, muitas dores abdominais começaram a me impedir de sair de casa. Diarreia LÍQUIDA por cerca de 15 a 20 vezes por dia!!! "Aftas" por toda a boca e até a água “doía” ao engolir.

Minha família desesperada ao ver que aquela menina alegre, gordinha e que amava sair e se divertir agora só conseguia ficar deitada. E foi quando em janeiro/2007 (O ano de completar os tão sonhados 15 anos e ser debutante) eu fiz uma colonoscopia e veio o diagnóstico: doença de crohn!

“O que é isso?!” “Nunca ouvi falar!” “Tem cura??”, entre muitos outros questionamentos nesse sentido surgiram por nós. 

Somente em janeiro/2009, após outra colonoscopia, tive acesso ao início do tratamento correto. Durante outra colonoscopia, com a tentativa de dilatação de uma estenose importante no íleo, eu tive meu intestino perfurado, tamanha a inflamação, e fui submetida a uma cirurgia de emergência e fiquei com a “bolsinha” de ileostomia temporária.

Em janeiro/2011, fiz a reconstrução intestinal e retirei a bolsinha. No período entre a reversão até dezembro/2019 continuei o tratamento da doença de crohn, comecei a namorar, noivei, concluí a faculdade de direito, me casei, passei de primeira no exame nacional da OAB e me tornei advogada.

Eu sempre disse pra Deus que “EU PREFERIA MORRER A TER QUE USAR NOVAMENTE UMA BOLSINHA PRA SEMPRE!”

Porém, no dia 04/02/2020, eu internei às pressas com uma crise absurda de dores abdominais que perduravam dois meses e que não foram solucionadas com medicações.
E, então, no dia 20/02/2020 eu tive que enfrentar o que eu mais temia: a cirurgia de ileostomia definitiva!!!

Foram cerca de 40 dias internada. Tive alta no dia 13/03/2020 no início da quarentena do COVID aqui no Brasil. Acima de TUDO, sempre tive MUITA FÉ EM DEUS e sei que Ele tem UM PROPÓSITO PARA TODAS AS COISAS e não nos dá nada que não possamos suportar.
Minha família e meu marido sempre me apoiaram em tudo.

Atualmente, sou ileostomizada definitiva há um ano e meio e posso dizer com toda certeza: A ESTOMIA TRANSFORMOU A MINHA VIDA!!! O QUE EU ACHAVA QUE SERIA MORTE, NA VERDADE, TROUXE VIDA COM QUALIDADE PARA MIM!!

E eu costumo dizer: “AINDA BEM QUE EXISTIA A ALTERNATIVA DA BOLSINHA!”

“A MINHA ILEOSTOMIA NÃO ME IMPEDE DE SER QUEM EU SOU, DE USAR O LOOK QUE EU QUISER, DE VIAJAR!!!”

BOOOORA SER FELIZ!!!